Essas são apenas algumas das dúvidas que os alunos da FIEB estão enviando ao Departamento de Gestão da Saúde Escolar, que em junho está realizando, em todas as unidades, a campanha sobre sexualidade e prevenção à gravidez na adolescência. São as perguntas dos alunos que estão norteando as ações da campanha, afinal, o objetivo é orientá-los de forma consistente, com base no que pensam.
A falta de informação traz conseqüências muito graves. Apesar do amplo acesso aos meios de comunicação, muitos jovens ainda têm medo, vergonha ou pouca intimidade com os pais para sanar as dúvidas sobre sexualidade, tão naturais nessa fase da vida. E é essa falta de esclarecimentos que colabora para engrossar os índices de gravidez precoce no Brasil e no mundo.
Números preocupam
Pesquisas revelam que cerca de 220 mil adolescentes engravidam todos os dias no mundo. Só no Brasil, 300 mil jovens de 15 a 17 anos dão à luz todos os anos.
Em 2007, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um estudo que constatou que o número de adolescentes grávidas com essa idade aumentou no País. Em 1996, 6,9% das garotas nessa faixa etária já eram mães; já em 2006, esse número saltou para 7,6%. E essa é a única faixa etária em que a taxa de natalidade registrou aumento no Brasil.
Além de interromper uma importante fase da vida, uma gravidez precoce leva muitas jovens a abandonarem os estudos. É isso que afirma um levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta que 56% dos jovens que abandonam a escola são do sexo feminino; ¼ desse total indicam a gravidez como motivo.
Respondendo todas as dúvidas
“Falar de gravidez precoce é também falar de uma parte da sexualidade – que é uma ‘novidade’ importante para o adolescente e não deve passar despercebida”, enfatiza a coordenadora do Departamento de Gestão da Saúde Escolar da FIEB, a cirurgiã-dentista Ana Paula Martinelli.
A Saúde FIEB está propondo, este mês, que os alunos enviem à sua equipe todas as dúvidas que tiverem sobre o tema sexualidade. Para isso, há urnas em todas as suas unidades escolares, onde essas dúvidas podem ser depositadas, e também está disponível o e-mail saude.fieb@gmail.com. Não é preciso identificar-se.
Essas questões serão enviadas a médicos, psicólogos e outros especialistas da saúde, que responderão cada uma delas. Depois, elas serão reunidas e expostas na escola e também no Blog da Saúde FIEB (www.saudefieb.blogspot.com), sem mencionar nomes e unidades, afinal, a dúvida de um pode ser a de muitos outros.
“Nosso objetivo é acolher os questionamentos dos alunos sobre o tema e entender e entender a sexualidade como uma parte importante da vida e que pode ser discutida de forma sensível e cuidadosa com a ajuda da escola”, esclarece Ana Paula.
Dúvidas
As perguntas podem ser enviadas para o e-mail saude.fieb@gmail.com ou depositadas nas urnas colocadas no pátio de cada escola.